segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Clara Nunes - O Mar Serenou




Clara Nunes se viva fosse estaria hoje completando 70 anos. Ela nasceu em Paraopeba, MG, em 12 de agosto de 1943. Trabalhava numa fábrica quando resolveu participar do concurso A Voz de Ouro ABC, em que foi vencedora na etapa mineira e terceiro lugar na final, em São Paulo, em 1959.
A partir de então conseguiu um emprego em uma rádio de Belo Horizonte e se apresentava em casas noturnas da cidade.
Em 1965 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde gravou seu primeiro disco, com repertório de boleros e sambas-canções.
Depois de alguns álbuns ainda com gênero indefinido, firmou-se no samba nos anos 70.
Em 74, seu LP vendeu cerca de 300 mil cópias, graças ao sucesso do samba "Conto de Areia" (Romildo/ Toninho).
Fio um recorde para a época, que rompeu com o tabu de que cantora não vendia discos e estimulou outras gravadoras que investissem em sambistas (mulheres) como Alcione, que gravou seu primeiro LP em 75 e Beth Carvalho, que transferiu-se para uma grande fábrica, a RCA, em 76.
Os discos que se seguiram a transformaram em uma das três rainhas do samba dos anos 80, ao lado das outras duas referidas intérpretes.
Clara gravou desde sambas-enredos até composições de Caymmi e Chico Buarque.
Na segunda metade da década, lançou um disco por ano, todos com grandes vendas e gravações históricas, como as de "Juízo Final" (Nelson Cavaquinho/ Élcio Soares), "Coração Leviano" (Paulinho da Viola) e "Morena de Angola" (Chico Buarque).
Ficou famosa também por suas canções calcadas em temas do Candomblé, sua religião, e por sua indumentária característica, sempre de branco e com colares e missangas de origem africana.
Morreu prematuramente em 02 de abril de 1983, após uma cirurgia malsucedida, causando grande consternação popular.