sábado, 1 de junho de 2013

Adair de Freitas - Cantiga da Esperança

Vamos devagar e sempre
Que a jornada é longa
E o tempo não cansa
Vamos cantando na estrada
Que o cantar alegra
E traz esperança.

Eu te convido, gaúcho,
Tu que anda triste
Pela estrada afora
Chega pra cantar comigo
Que a tristeza, amigo,
Já se vai embora
Não adianta ser tristonho
Pois a vida é um sonho
Que a gente desfaz
Só a tal fatalidade
E a dor da saudade
É que nos roubam a paz.



Eu sou gaúcho de fato
Sou índio gaudério
Do sul do país
Tenho orgulho em ser gaúcho
Sou pobre e sem luxo
Mas sou bem feliz
Eu não ando me queixando
Vivo trabalhando
E a honra conservo
E há gente que até me apedreja
Porque sente inveja
Da vida que eu levo.

Nunca te queixes na vida
Levanta a cabeça
E caminha com fé
Pois a gente só é gente
Sendo simplesmente
O que a gente é
Não chores assim baixinho,
Se tens que chorar
Levanta a tua voz
E olha pra trás de repente,
Verás que vem gente
Mais triste que nós.