quinta-feira, 23 de maio de 2013

Gino Bechi - La Strada del Bosco



Gino Bechi (Biografia/Revivendo)

GINO BECHI nasceu em Florença, Itália, em 16.10.1913, Sua fama como cantor correria mundo, graças à sólida formação que recebeu para a cena lírica. Caruso, Gigli, Tito Schipa, Titta Ruffo, Carlo Buti, e outros de geração anterior, que fizeram a bela música italiana ser reconhecida e amada universalmente, puderam Ter em Gino Bechi um dos mais talentosos e legítimos herdeiros. No após guerra especialmente, com Bechi a canção italiana ganharia um novo vigor, por muitos anos.

Barítono, considerado o sucessor de Titta Ruffo, Gino Bechi estreou em Empoli, em 1936, cantando A Traviata. E se lançou não como mais uma risonha e futura promessa, mas como alguém que tinha vindo para ficar. Assim, sem tropeços, esperas e incertezas, percorreria o roteiro dos maiores teatros e das grandes óperas, em Nápoles, Roma e Milão, nesta cidade, e no Scala, ao lado do lendário Gigli, no Ballo In Mascara.

Criou Gino sucessos maiúsculos, regrados em toda parte, como La Strada Del Bosco, Al Telefono Com Te Sol Nella Notte, e vários outros.

O cinema italiano de modo algum deixaria escapar aquele barítono excepcional, que tinha ainda a ajudá-lo a imagem de galã. Os discos e o cinema, quando a televisão estava em compasso de espera, levariam assim seu nome e sua arte a todos os países onde houvesse uma vitrola e uma tela.

La Strada Del Bosco, talvez um pouco mais do que os outros grandes sucessos do seu repertório, teve uma aceitação extraordinária, inacreditável mesmo. Venderia entre nós aos milhares na edição impressa como na sua gravação, além de Ter levado multidões às bilheterias para ver sua figura romântica no filme A Canção do Bosque (Fuga A Due Voci). Até haveria uma versão brasileira de A Estrada do Bosque, da autoria de Humberto Teixeira, que Francisco Alves gravou em 1950, na seqüência de seu sucesso.

Ao Brasil, Gino Bechi viria várias vezes para receber diretamente o calor dos aplausos de seus inúmeros admiradores. Duas músicas deste C.D., aliás, são cantadas em nossa língua: O mar, canção de Dorival Caymmi, lançada por este em 1943, e a celebérrima Casinha Pequenina, que Gigli também já havia gravado.

Gino Bechi também interpreta um fox-canção americano, Suona Balalaika (At The Balalaika), que teve versão brasileira, Na Balalaica, de Oswaldo Santiago, e foi um grande sucesso de Orlando Silva, em 1940.

Também Gino gravou tradicionais napolitanas e de outras regiões italianas, canções que estão eternamente incorporadas ao sentimento dos que amam a grande música peninsular: Mari Mari, Mattinata Siciliana, Torna a Surriento, Ó Marinello, Fenesta Che Lucive, Marechiare, Ricordate Di Me, e muitas outras.

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